No domingo 26 de julho, o Vilipêndio participará do festival intitulado Pacto Social Day, em homenagem aos 41 anos de estrada da banda punk carioca liderada por Wladimir Palmeira.
O Vilipêndio sobe ao palco cedo, por volta das 14h. Como serão mais de 30 bandas, a programação prevê que não haverá atrasos. Então chegar cedo é a dica pra não perder a apresentação do VIlipêndio. A entrada é franca e o festival ocorre no templo do underground brasileiro, o Garage Grindhouse.
Vale sacar o flyer com atenção para ver a galera de peso que está escalada no evento!
Ricardo Caulfield foi entrevistado pelo guitarrista/vocalista Adriano Lima (Egocentric Molecules, Madrigal Meridian, Sadom) na edição 44 do programa Heavy Rules Channel. A empreitada tem a produção de Adriano e de sua esposa, a jornalista Claudia Damasceno.
Durante a conversa, Caulfield falou de seu livro “Sem você não teria acontecido” e da trajetória do Vilipêndio na seara do underground carioca. Inclusive, foram tocadas algumas faixas do álbum A pressa é amiga da destruição, o último da banda, como “Refrigerante sabor morte” e “Estilo de vida consumidor”.
O programa está disponível para audição no canal do Heavy Rules Channel, no Youtube.
O Espaço Cultural Vinhos Daqui recebeu no sábado 14 de março, o lançamento do livro “Sem você não teria acontecido”(Editora Telha, 2025). O evento fluiu com muito bate-papo, com o autor Ricardo Caulfield, a historiadora Jacqueline Ventapane e a escritora Maria Cristina Martins, que trouxeram suas perspectivas sobre a obra, que aborda sob o formato de poemas, a questão da epidemia de Covid.
Por trazer testemunhos sobre acontecimentos marcantes no período, Jacqueline Ventapane imagina que, no futuro, o livro possa ser lido por historiadores para que se se compreendam os sentimentos que foram vividos nesses anos. “Sentimentos que eu acho que não nos deixaram totalmente. De certa forma, nós ainda temos medo. Qualquer doença que apareça nos acende logo um sinal de alerta.

E, de certa forma, nos acostumamos com o isolamento mesmo após seu fim. Ainda continuamos com a tecnologia, nos falamos por WhatsApp, dificilmente pessoalmente. Tivemos sequelas não tratadas, sentimentos escondidos e um mundo que, diferente do que nós pensávamos, e que me desculpem os otimistas, saiu muito pior do que antes. E você, Ricardo, também tem um pouco desse alerta em uma de suas poesias”.
Em sua fala, Maria Cristina Martins trouxe uma reflexão sobre o fazer poético como instrumento para lidar com a realidade ou modificá-la. Martins é poeta e autora dos livros Ovos de ferro (7letras, 2016), Farândola (Editora Autografia, selo Bem-Te-Li, 2021) e Tudo que foi dito é uma língua desconhecida (edição da autora, 2022).
Para ela, o poema possibilita “uma reflexão diferente do que nos oferecem outros tipos de texto, os narrativos ou dissertativos/argumentativos, os descritivos. Porque um texto poético, por mais que flerte com a prosa, como é o caso da poesia do Ricardo, é feito de elipses, de simbologias, de metáforas, ativa sentidos que vão além da razão, da lógica. O poema permite pensar nas possibilidades para além do real, do concreto. Não é como a salvação do médico, que salva o corpo, é uma salvação da alma, da psique, do espírito, do ânimo, enfim, seja lá o nome que se dê ao que não é puramente físico. E não estou falando de nada especificamente religioso”.
Caulfield foi nessa mesma linha, e abordou a escrita poética, que considera “uma experiência radical porque puxa muita coisa do inconsciente sem a imposição de uma história a ser contada. A poesia pode parecer sem sentido, pode ser melodiosa, pode ser visual, pode ser chula. E te permite falar de uma coisa quando se está referindo a outra”.
E acrescentou:
“Escrever requer um nível de solidão mas durante o processo você não se sente sozinho em nenhum momento, porque a escrita evoca o que cada um tem de mais singular. Essa diferença justamente é o que nos consolida como humanidade”.
O evento não teria acontecido sem a presença do público, das convidadas Jacqueline Ventapane e Maria Cristina Martins – vale a pena procurar por seus livros nas redes ou pelo instagram – e de Simone Bassani que abriu gentilmente as portas do Espaço Cultural Vinhos Daqui para a empreitada.
O Espaço Cultural Vinhos Daqui fica na Rua Correia Dutra 99, galeria, loja 3, Catete, e tem sempre uma programação com música e eventos literários diversos.
Ricardo Caulfield – vocal e guitarra da banda Vilipêndio – lança, no sábado 14 de março, “Sem você não teria acontecido”, livro de poemas que convida o leitor a ressignificar um dos períodos mais desafiadores da sociedade brasileira: os anos pandêmicos.
O lançamento ocorre às 19h, no Espaço Cultural Vinhos Daqui, na Rua Correia Dutra 99, Galeria, loja 3, no Catete, no Rio de Janeiro. Na ocasião, haverá leitura de poemas e um bate-papo com o autor, com a escritora Maria Cristina Martins, e com a historiadora Jacqueline Ventapane.
Com um pé na crônica social e outro na ficção, além de uma considerável influência de prosa, “Sem você não teria acontecido” debate medo, alienação e consumismo, repercutindo o Brasil e o mundo de 2020. Os versos, criados durante a pandemia, moldam uma história, que são muitas, com inícios, meios e fins, vários. Ler os textos na ordem em que são apresentados é uma dica para o leitor, que não encontrará um caminho pavimentado, mas o desafio de um pontilhado poético.
O livro sai em formato impresso e digital pela Editora Telha.
No dia 11 de maio, vamos celebrar o aniversário do Wladimir Palmeira, eterno vocalista da banda Pacto Social (a rigor, nascido no dia 8 ). Com esse clima festivo, vai rolar um evento no palco do Musicorum Bar (Rua Farani, 18, Botafogo – RJ). O Vilipêndio está nessa, além do Pacto Social, do Ematoma e da Repressão Social. A abertura da casa será às 20 horas com entrada franca. Todo mundo convidado para curtir esta Festa Punk!
A carioca Caroline Ausäderer é a nova baixista da banda Vilipêndio. É a primeira vez que ela integra, de forma efetiva, uma banda de rock autoral. E seu primeiro show foi junto a outros conjuntos que representam a força do underground do Rio, como Pacto Social, Mundo no Kaos e Ematoma.
– Foi excelente estrear numa casa tão tradicional como o Garage!, declarou a nova integrante, que admitiu ter ficado um pouquinho tensa com a situação.
Com a entrada de Ausäderer , atualmente o Vilipêndio tem mais mulheres do que homens em sua formação. Na realidade, “homens” se resume a um, o vocalista/guitarrista Ricardo Caulfield. Isso é um dado relevante, uma vez que, em sua trajetória, a banda chegou a ser composta apenas por integrantes masculinos. A situação começou a mudar com a entrada de Simone Caulfield, que está na banda desde 2014, e vinha, até meados desse ano, atuando como tecladista, quando resolveu assumir as baquetas.
– Essa formação atual tem uma característica bastante moderna que é refletir a força que as mulheres têm na cena do hardcore/punk/metal, apontou ela.
Sobre a nova integrante, Caroline vinha ensaiando com o Vilipêndio desde julho de 2023 e logo escolheu sua música favorita do setlist: “Não existem acidentes”, lançada do CD Um segundo de glória, de 2007.
Para ela, uma palavra define o que significou empunhar o baixo durante a apresentação do grupo:
– Eletrizante!!
O show do dia 2 de dezembro que seria no Pecado mora ao lado agora foi remarcado para o Garage Grindhouse, na mesma noite. Mas dessa vez será como uma edição do Sábado Profano Fest, e, além das bandas antes escaladas estarão mais outras escaladas. Atualizando cast: Pacto Social, Mundo no Kaos, Vilipêndio, Interium e Gruta. Entrada a dez reais!
Vale a pena dizer que é a volta do Vilipêndio ao mais tradicional reduto do Underground do Rio, reaberto recentemente (confira mais sobre isso há umas duas ou três notícias abaixo).
Ei, anote aí na agenda de dezembro…No sábado, 2 de dezembro, às 22h, o Vilipêndio vai tocar em evento no bar Pecado mora ao lado, com as bandas Pacto Social, Mundo no Kaos e Ematoma . Outro detalhe: a apresentação será gratuita, ou seja, sobrará mais grana para quem quiser prestigiar o show e tomar uma cerveja!
Novidade? Sim, uma surpresa para quem vier assistir à apresentação: a estreia de baixista! Integrante cuja identidade será revelada no dia do show!
Baixista? Parece pouco, mas isso significará uma grande reestruturação para a banda. Desde a saída de Marcio Klapperich, em 2014, o Vilipêndio não tem alguém tocando baixo de ofício na sua formação. Ele foi substituído por Simone Caulfield, tecladista que fazia as linhas de baixo em seu instrumento. A partir de 2023, Simone passou para a bateria e agora haverá alguém de novo a pilotar as quatro tenebrosas e maléficas cordas!!!
A mudança se deveu muito à vontade de Simone Caulfield de iniciar essa nova fase no grupo, assumindo o desafio das baquetas !
“Logo pensamos que talvez fosse interessante voltar às raízes com guitarra, baixo e bateria”, explicou Ricardo Caulfield, vocal/guitarra, único integrante presente desde o início da banda.
No show do sábado, o Vilipêndio tocará faixas dos 4 cds, sendo que “Fantoches da mídia” volta ao repertório, com um novo arranjo. A música não entrava no setlist desde 2019. Tem gente com saudade dessa aí, com certeza!
Também haverá canções de 15 Abismos, début do grupo lançado no longínquo 2002, que entrou em novembro agora nas plataformas digitais ! “Olhos Vermelhos” não poderia ficar de fora dessa festa !
Aguardamos vocês lá nesse festival punk/hardcore!
Onde estava você quando o Vilipêndio lançou seu disco de estreia em 2002? Bom, talvez nem tivesse nascido, ou esteja hoje entre os veteranos que tenha adquirido – e perdido! – a cópia física do seu cd. Mas quer saber? Isso não importa: agora está disponível nas plataformas digitais o CD 15 Abismos, o primeirão da banda carioca. Agora todas as faixas estão lá no Spotify, Youtube Music, Deezer, Apple Music e Amazon Music. Sim, pode até parecer contraditório, mas essa gravação niilista foi parar nas plataformas digitais!
O disco traz músicas que até hoje são executadas pela banda, tais como “Olhos vermelhos”, “De olhos bem abertos”, “Paraíso” e “Crime Perfeito”.
A característica marcante desse trabalho de estreia é a simbiose entre o hardcore, o punk e o metal, com letras que transitam entre o sarcasmo e a crítica social. Sonoramente, a influência vai de bandas como Motorhead ao Slayer a outras de thrash. É possivelmente o CD da discografia do Vilipêndio que possui mais momentos hardcore, como em “Destruir”, “Medo” e “Verde e amarelo”, esta última, bem longe de ser um hino patriótico, demonstra, com deboche, uma metáfora para o que se conhece por Brasil. Também se destaca o conceito embutido em três faixas que, seguidas, dialogam entre si: “Tudo o que existe”, A realidade é”, e “Ambição”, formando uma epopeia depressiva. De modo geral, mesmo soando bem originais, as músicas demonstram sintonia com muito do punk/metal que se fazia na época e carrega influências de metal brasileiro oitentista, principalmente no aspecto da garra e das letras de protesto.
O Álbum traz “Crime perfeito” praticamente tocada em todos os shows desde então. “De olhos bem abertos”, também desse disco, é outra das preferidas e tem, em sua temática sadomasoquista, uma referência intencional a De olhos bem fechados, o clássico filme de Kubrick. O disco é o único registro (até agora!) com o baterista Alex Salinger, que não chegou a fazer shows com o grupo. Outros momentos muito lembrados pelos seguidores são “Olhos vermelhos” e “Eu defendo a lei”, que estão entre as mais intrincadas e polêmicas. Por sinal, 15 Abismos marcou a estreia da parceria de composição Bukowiski-Caulfield, que se estende também ao trabalho seguinte da banda, Um segundo de glória . A crítica reverberou entre o ótimo e o péssimo, e, em sintonia com a banda, não ofereceu meio termo.
O Vilipêndio termina o álbum com seu momento mais lírico, “Oração para os invejosos”, faixa melódica em que vários estilos de rock dialogam, com destaque para o solo de guitarra viajante.
Ficha Técnica
Ano de lançamento: 2002
Baixo e guitarra: Márcio Bukoski
Bateria: Alexandre Salinger
Voz e guitarra-solo: Ricardo Caulfield
Produção: Carlos Lopes
Estúdio Manhattan, Tijuca, RJ
Esse mês tem uma data bem marcante: o dia 3 de outubro. Nessa ocasião, em 2003, o Garage fazia sua reabertura após passar cerca de um ano fechado. O Vilipêndio foi uma das bandas que se apresentaram na ocasião. Na época, a casa passava a ser administrada pelo Jorge e Willma Tavares e se chamava Garage- Sobradão do Rock. Fomos convidados pela banda Jone Brabo e pelos administradores da casa e essa inauguração foi um marco na época. No mesmo ano haveria ainda uma apresentação da Pitty, que foi um show de grandes proporções que ajudou a consolidar essa nova fase da casa. Ainda na gestão de Jorge e Wilma Tavares, o Vilipêndio voltou a tocar mais vezes, algumas com os colegas da UPI (União Punk Independente), e em shows avulsos. Vale destacar um show como uma das abertura do Cólera. Fomos convidados pelo Pacto Social, que também tocou, além de 8mm, Eutanásia e Insanidade. Foram alguns shows
Mas, agora, a boa notícia: o Garage, esse indescritível templo do underground do Rio de Janeiro, pode voltar à ativa! Está rolando um crowndfunding para arrecadar a quantidade necessária de dinheiro para as obras e reformas, além dos equipamentos. O protagonista é o músico/agitador cultural Bruno Borges. É sempre bom lembrar que esse foi o palco de apresentações antológicas
Para saber mais sobre a proposta e fazer a sua contribuição: