Endereço:
http://www.rockunderground-mag.com/vilipendio.html
Entrevista com Ricardo Caulfield na Revista/site Rock Underground
 

RU – Como a banda foi formada?
Ricardo Caulfield – A banda começou como um projeto. A princípio, eu e o guitarrista  Marcio Bukowiski juntamos nossas guitarras para tocar e percebemos em comum o gosto pelo punk, pelo Hardcore e por bandas pesadas como Slayer, Motorhead e Black Sabbath. Depois entrou o Alexandre, que gravou a bateria no CD. Lançamos o CD 15 Abismos como projeto do trio. Desde 2002, o grupo vem se apresentando regularmente e a formação atual da banda é Ricardo, nos vocais e Marcio, agora no baixo, Nilson Guimarães (bateria) e Thiago Sobral (guitarra). O nome Vilipêndio é uma síntese da banda, que tem a proposta de ser agressiva, ofensiva e sempre muito barulhenta.

RU – Fale dos trabalhos lançados.
Ricardo Caulfield – Nosso CD de estréia, o polêmico "15 Abismos", foi adorado por uns e odiado por outros. O disco com letras em português, misturou letras niilistas e um som gravado no talo, como se os amplificadores fossem explodir. Acho que alcançou o objetivo de ser caótico, de não soar bonitinho, com uma agressividade de criança mimada. É um tipo de música para quem tem estômago, não é para todos. Ouvir porrada em inglês é mais fácil porque nós quase não entendemos a letra. Ouvir o Vilipêndio é uma tarefa mais árdua porque é uma música que até tem humor, por causa do sarcasmo, mas não tem esperança.

RU – Fale da cena de sua cidade.
Ricardo Caulfield – O Rio de Janeiro poderia ter mais espaços. Ou mais público. Acho que o Heavy Metal tem uma galera grande que sempre lota as apresentações das bandas. Eu vejo uma união do estilo, que eu acho legal. Mas no caso do Vilipêndio, que é Hardcore, fica mais restrito do que em outras praças, isto sem desmerecer as pessoas que sempre nos prestigiam.Acho que no Rio existe uma tendência do melódico, de se valorizar mais o punk-melódico, o metal melódico, essas coisas ditas melódicas.  Talvez pelo perfil ensolarado da cidade. Sobre o público, aqui no Rio, tem três tipos: o público formado por veteranos da cena; o que está se formando agora e conhece muitas bandas pela MTV; e aquele que está de passagem, que é o que está gostando de rock durante uma fase da vida, mas não tem nada de roqueiro. É um público que ouve agora, mas daqui a dois ou três anos vai até achar graça deste período. O problema é que eu acho que este percentual de modista é muito alto. As casas de show são poucas, mas valem ser destacadas pela luta para se manter abertas. Temos o Garage, a Casa da Zorra, o Todas as Tribos, o Espaço 911, em Bento Ribeiro, o Toma Rock, em Caxias, e outras de que devo estar me esquecendo. São lugares que estão na ativa e que merecem o respeito porque tem pouco respaldo da mídia.

RU – Fale sobre planos no futuro.
Ricardo Caulfield – Em 2005 estaremos lançando o nosso novo disco, Um segundo de glória. Acho que está bem melhor do que o primeiro, com bem mais qualidade na gravação/execução, mas sem perder de vista a nossa proposta. Espero que façamos bastantes shows. Há planos também de vídeo clipe, pois estamos com muito material filmado. Mas o principal do futuro é mesmo a promessa para os que nos acompanham que ainda lançaremos muitos CDs, pois já estamos compondo para o terceiro, e a banda é muito criativa.

RU – O final é seu!
Ricardo Caulfield – O Vilipêndio é a banda para aqueles que não se conformam com a injustiça, com a mentira e com a miséria de um país como o nosso. Com os golpes dos políticos, com a violência da polícia, com a fome convivendo lado a lado com o desperdício. É uma banda para quem é indignado e sente raiva. É uma banda para quem tem vontade de gritar, de pular, de dizer algo. E, para estes, eu convido a entrar no nosso site ou nos mandar um e-mail.

 

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