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AS CORES DA ROTINA
Letra de
Ricardo Caulfield
Música: Marcio Bukowski/Ricardo
Quero quebrar as algemas
preciso alcançar o penhasco
mas onde plantei o jardim
a morte ergueu o seu palácio
qual a palavra mágica que me devolverá à vida?
Foi quando eu desisti
daquilo que me movia
abracei a depressão, sepultei a alegria
a dor é como água onde meu corpo naufraga
Meu quarto, uma bagunça
tal qual minha cabeça
os dias passam devagar
a vida passa depressa
quando olho para trás
só vejo promessas
O dinheiro é verde, o dia é cinza, são as cores da rotina
eu sou carrasco, eu sou a vítima, sou pescoço e guilhotina
eu sou o pulmão, sou a nicotina, sou a veia e a heroína
mas não vou jogar a toalha
olho nos olhos dos meus sonhos
luto enquanto houver raiva |